Tua voz acalentava meu corpo e
aconchegava meu espírito.
Vaguei pela escuridão da noite,
percorri montanhas, cidades,
vales e florestas
para encontrar-te.
Nos misturamos assim,
nos mesmos sonhos,
enquanto nossos corpos, distantes,
repousavam em nosso desejo.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Espelhos rotos
Ele retorna do porvir,
daquilo que a perfídia
não pode matar.
Ressurge das cinzas da esperança!
Renasce daquele que renascerá,
do que morreu
antes de ser criança.
Contradiz o que não foi dito,
desdiz o que jamais dirá.
Do passado era o presente.
É a eterna lembrança do futuro.
É brisa, é tormenta,
fogo e gelo,
carícia, flagelo.
Não existe, persiste.
É o que nascerá
da pretérita violência.
É fantasma da futura consciência!
daquilo que a perfídia
não pode matar.
Ressurge das cinzas da esperança!
Renasce daquele que renascerá,
do que morreu
antes de ser criança.
Contradiz o que não foi dito,
desdiz o que jamais dirá.
Do passado era o presente.
É a eterna lembrança do futuro.
É brisa, é tormenta,
fogo e gelo,
carícia, flagelo.
Não existe, persiste.
É o que nascerá
da pretérita violência.
É fantasma da futura consciência!
terça-feira, 23 de março de 2010
Luz
Cadeias rotas
não encarceram minha luz,
que atravessa o vazio
cercado pelos vazios
das rotas cadeias
feitas de ossos jacentes
sob nuvens negras,
condenadas à escuridão.
Minha luz alcança a Luz maior,
aquela que brilha
sobre todas as nuvens!
não encarceram minha luz,
que atravessa o vazio
cercado pelos vazios
das rotas cadeias
feitas de ossos jacentes
sob nuvens negras,
condenadas à escuridão.
Minha luz alcança a Luz maior,
aquela que brilha
sobre todas as nuvens!
domingo, 21 de março de 2010
Teu dia
Que a aurora te desperte,
sejas tu a alvorada deste dia!
Que teu sorriso ilumine a manhã.
Se faltar ao Sol a luz do teu sorriso,
que seu calor aqueça teu coração,
e teu coração se encha de paz,
e a paz te faça sorrir.
Que se lágrimas caírem,
que sejam como gotas de chuva
a lavar tuas mágoas
e levar desencantos.
Se hoje o Sol cochilar,
que a chuva alegre tua manhã,
e todo o teu dia,
como o mesmo Sol ilumina as nuvens
lá do alto, bem acima do temporal.
Que tua manhã seja iluminada,
que se misture à tua luz,
e tua luz, tão intensa,
ilumine a manhã
de quem amas,
de quem te ama.
Que tua tarde seja de luz,
e o Sol, por entre ou sobre as nuvens,
te permaneça aquecendo
e iluminando teu caminho.
Que teu coração seja teu guia
e te conduza à felicidade
que é fazer feliz a quem amas
e a quem te ama.
Que tua noite seja enluarada
e seu manto de estrelas cintilantes,
reluzentes como o brilho do teu olhar,
vele teu sono.
Que adormeças em paz
e possa teu espírito viajar livre
nos teus sonhos.
Que teus sonhos, quando adormecida,
te levem aos momentos felizes do teu passado
mas, se evocarem momentos difíceis,
que deles te fortaleças e
que se percam para sempre,
eternamente.
Que teus sonhos, quando desperta,
se realizem na tua caminhada,
pelas mesmas sendas
nas que te guiará teu coração
e que transformar-se-ão em largas estradas,
suaves como tuas mãos,
bordadas por flores coloridas,
perfumadas com o teu perfume.
Que teus sonhos inspirem
os sonhos de quem amas
e sejam os sonhos de quem te ama.
Que sejam teus dias
desvencilhados de toda rotina.
Bom, que haja uma única rotina:
que teu hoje seja sempre
muito melhor do que ontem
e que só perca em felicidade
para o teu amanhã.
Que tua felicidade seja a maior razão
da felicidade de quem amas
e da felicidade de quem te ama.
"Como dueles en los labios" - Maná - Videoclip original
"Como dueles en los labios" - Maná
"Não se esqueça de mim" - int. Nana Caimmy e Erasmo Carlos
sejas tu a alvorada deste dia!
Que teu sorriso ilumine a manhã.
Se faltar ao Sol a luz do teu sorriso,
que seu calor aqueça teu coração,
e teu coração se encha de paz,
e a paz te faça sorrir.
Que se lágrimas caírem,
que sejam como gotas de chuva
a lavar tuas mágoas
e levar desencantos.
Se hoje o Sol cochilar,
que a chuva alegre tua manhã,
e todo o teu dia,
como o mesmo Sol ilumina as nuvens
lá do alto, bem acima do temporal.
Que tua manhã seja iluminada,
que se misture à tua luz,
e tua luz, tão intensa,
ilumine a manhã
de quem amas,
de quem te ama.
Que tua tarde seja de luz,
e o Sol, por entre ou sobre as nuvens,
te permaneça aquecendo
e iluminando teu caminho.
Que teu coração seja teu guia
e te conduza à felicidade
que é fazer feliz a quem amas
e a quem te ama.
Que tua noite seja enluarada
e seu manto de estrelas cintilantes,
reluzentes como o brilho do teu olhar,
vele teu sono.
Que adormeças em paz
e possa teu espírito viajar livre
nos teus sonhos.
Que teus sonhos, quando adormecida,
te levem aos momentos felizes do teu passado
mas, se evocarem momentos difíceis,
que deles te fortaleças e
que se percam para sempre,
eternamente.
Que teus sonhos, quando desperta,
se realizem na tua caminhada,
pelas mesmas sendas
nas que te guiará teu coração
e que transformar-se-ão em largas estradas,
suaves como tuas mãos,
bordadas por flores coloridas,
perfumadas com o teu perfume.
Que teus sonhos inspirem
os sonhos de quem amas
e sejam os sonhos de quem te ama.
Que sejam teus dias
desvencilhados de toda rotina.
Bom, que haja uma única rotina:
que teu hoje seja sempre
muito melhor do que ontem
e que só perca em felicidade
para o teu amanhã.
Que tua felicidade seja a maior razão
da felicidade de quem amas
e da felicidade de quem te ama.
"Como dueles en los labios" - Maná - Videoclip original
"Como dueles en los labios" - Maná
"Não se esqueça de mim" - int. Nana Caimmy e Erasmo Carlos
segunda-feira, 1 de março de 2010
Extremos
À bordo desta nave
viajei mil mundos
sem sair do lugar.
Nos meus sonhos,
perscrutei seus extremos,
descobri seus opostos,
globo de cantos, frestas,
grotões, picos, encantos.
Preso a este chão,
prisão menor
dentro da prisão,
busquei respostas,
sem fazer perguntas,
ouvi perguntas
dos que sabiam as respostas.
Cada ponto desta nave
tem fim e começo,
diametralmente dispostos
e verdadeiramente opostos.
Viajei mil mundos
enclausurado nesta nave
sem sair do lugar.
É hora de abandonar a nave
e viajar.
"A lista" - Oswaldo Montenegro
viajei mil mundos
sem sair do lugar.
Nos meus sonhos,
perscrutei seus extremos,
descobri seus opostos,
globo de cantos, frestas,
grotões, picos, encantos.
Preso a este chão,
prisão menor
dentro da prisão,
busquei respostas,
sem fazer perguntas,
ouvi perguntas
dos que sabiam as respostas.
Cada ponto desta nave
tem fim e começo,
diametralmente dispostos
e verdadeiramente opostos.
Viajei mil mundos
enclausurado nesta nave
sem sair do lugar.
É hora de abandonar a nave
e viajar.
"A lista" - Oswaldo Montenegro
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Insano
Viagens etéreas, eternas,
desde sempre, desde nunca,
a razão dos começos é o próprio fim.
Os meios não justificam os inícios,
e aos fins, que lhes importam os meios?
Nos cantos dos círculos escondem-se formas disformes.
Grita o silêncio, sussura o ódio,
desfaz-se o amor na indiferença.
Arrastam-se tristes nos porões pantanosos,
povoados de vidas revividas.
Sacam forças do âmago do seu ódio
e, do pântano angustiante,
lançam-se às alturas, mesclados a fantoches de carne
para viverem, sorrirem, odiarem, amarem...
Então o amor lhes arranca a essência.
Sem essência são inertes fantoches de pó.
Novamente nos lodaçais, voltam às velhas formas
e ruminam sua penúria.
Misturam-se almas e lama.
Inalam ódio e lançam-se novamente às alturas.
Pela força do ódio sorriem, enternecem, trabalham, amam,
olvidam-se do próprio ódio.
Então o amor os lança novamente às profundezas:
eram fantoches sorridentes,
disformes rangerão dentes,
voltarão a amar irremediavelmente.
Por que o amor insiste fazer-se odiar?
desde sempre, desde nunca,
a razão dos começos é o próprio fim.
Os meios não justificam os inícios,
e aos fins, que lhes importam os meios?
Nos cantos dos círculos escondem-se formas disformes.
Grita o silêncio, sussura o ódio,
desfaz-se o amor na indiferença.
Arrastam-se tristes nos porões pantanosos,
povoados de vidas revividas.
Sacam forças do âmago do seu ódio
e, do pântano angustiante,
lançam-se às alturas, mesclados a fantoches de carne
para viverem, sorrirem, odiarem, amarem...
Então o amor lhes arranca a essência.
Sem essência são inertes fantoches de pó.
Novamente nos lodaçais, voltam às velhas formas
e ruminam sua penúria.
Misturam-se almas e lama.
Inalam ódio e lançam-se novamente às alturas.
Pela força do ódio sorriem, enternecem, trabalham, amam,
olvidam-se do próprio ódio.
Então o amor os lança novamente às profundezas:
eram fantoches sorridentes,
disformes rangerão dentes,
voltarão a amar irremediavelmente.
Por que o amor insiste fazer-se odiar?
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Viagem
Perguntei à imensidão do espaço:
- Aonde levarei minha vida agora?
O silêncio da noite, em sua sabedoria,
respondeu com a brisa fresca,
com a luz das estrelas,
com o romantismo da lua
semi-escondida por nuvens esparsas:
"Nenhures, filho meu.
Não poderás conduzir aquela que te conduz,
mas teus atos podem orientar essa condução."
Meus sentidos se abriram
ao estrilar de grilos, coachar de sapos,
pios de corujas, farfalhar de folhas ao vento.
O vento transportava o perfume e o pólen entre as flores,
num bailado sensual, como amor feito à distância...
Despertei. Embarquei na vida e deixo que me leve.
Aproveito a viagem
prestando atenção à paisagem,
sem me importar com o destino.
- Aonde levarei minha vida agora?
O silêncio da noite, em sua sabedoria,
respondeu com a brisa fresca,
com a luz das estrelas,
com o romantismo da lua
semi-escondida por nuvens esparsas:
"Nenhures, filho meu.
Não poderás conduzir aquela que te conduz,
mas teus atos podem orientar essa condução."
Meus sentidos se abriram
ao estrilar de grilos, coachar de sapos,
pios de corujas, farfalhar de folhas ao vento.
O vento transportava o perfume e o pólen entre as flores,
num bailado sensual, como amor feito à distância...
Despertei. Embarquei na vida e deixo que me leve.
Aproveito a viagem
prestando atenção à paisagem,
sem me importar com o destino.
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