quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Negar o não

Quando a razão nos impõe um "não"
e o sufocamos, dizemos "sim"
a nós mesmos e
ao nosso coração.
Quisera ocultar-nos da razão,
sufocar cada "não", todo "senão",
sempre que me sufocasse a saudade!

Único

O amor não existiria sem os amantes,
os amantes não seriam quem são
sem esse laço de luz, calor e paixão
que os une à distância,
desde sempre, para sempre.
É doce amar assim,
o amor não tem outro sabor.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Efêmero 2

Livre, minh'alma
permutará tempo
por eternidade.

Silencio

Silencio... Silêncio!

Futuro do pretérito

Ecoa no passado o silêncio
da palavra contida
da verdade calada.
Calasse a mentira,
silenciasse o medo,
o vazio não triunfaria
e o presente
sorriria ao futuro
no regaço do passado,
tranquilo...

Amar o amor

Se emudecesse a razão e
silenciassem as palavras,
ver-se-ia o amor
no brilho do olhar.
Cala-te, razão,
escuta minh'alma!
A vida escorre por entre os dedos
como a areia fina dos desertos.
Deixa meu espírito voar,
deixa-me tocar o firmamento...
Subjugar-te-ei, razão,
e romperei as cadeias
com um sopro de liberdade
(meu último alento)!
Minh'alma livre,
permutará tempo
por eternidade...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O Primeiro Dezembro

Na tarde do sexto dia
de uma semana qualquer
começava verdadeiramente
Dezembro.
Um século terminaria.
A vida recomeçava
num pedaço de papel!
Construiriam nova era
com um punhado de sonhos
e muito amor esparramados
pelos anos vindouros.
Nos derradeiros Dezembros
seriam dois anciãos
de mãos dadas
olhando o poente
das tardes quentes,
sorrindo pelo passado,
sorrindo pelo presente.
Ah, se a vida acabasse,
se a vida não matasse!
Se a vida os permitisse
viver seus sonhos!

Ciega, Sordomuda
(Shakira Metabarak)

Se me acaba el argumento y la metodología
Cada vez que se aparece frente a mí tu anatomía
Por que este amor ya no entiende
De consejos, ni razones
Se alimenta de pretextos y le faltan pantalones

Este amor no me permite
Estar en pie
Porque ya hasta me ha quebrado
Los talones
Aunque me levante volveré a caer
Si te acercas nada es útil para esta inútil

Bruta, ciega, sordomuda
Torpe, traste, testaruda
Es todo lo que he sido, por ti me he convertido
En una cosa que no hace otra cosa más que amarte
Pienso en ti día y noche y no sé como olvidarte

Cuántas veces he intentado enterrarte en mi memória
Y aunque diga ya no más es otra vez la misma história
Por que este amor siempre sabe hacerme respirar profundo
Ya me trale por la izquierda y de pelea con el mundo

Si pudiera exorcizarme de tu voz
Si pudiera escaparme de tu nombre
Si pudiera arrancarme el corazón
Y esconderme para no sentirme nuevamente

Bruta, ciega, sordomuda
Torpe, traste, testaruda
Es todo lo que he sido, por ti me he convertido
En una cosa que no hace otra cosa más que amarte
Pienso en ti día y noche y no sé como olvidarte

Ojerosa, fraca, fea, desgreñada,
Torpe, tonta, lenta, nécia, desquiciada
Completamente descontrolada
Tú te das cuenta y no me dices nada
Ves se me ha vuelto la cabeza un nido
Dónde solamente tu tienes asilo
Y no me escuchas lo que te digo
Mira bien lo que vas a hacer conmigo

Bruta, ciega, sordomuda
Torpe, traste, testaruda
Es todo lo que he sido, por ti me he convertido
En una cosa que no hace otra cosa más que amarte
Pienso en ti día y noche y no sé como olvidarte