domingo, 6 de dezembro de 2009

Silencio

Silencio... Silêncio!

Futuro do pretérito

Ecoa no passado o silêncio
da palavra contida
da verdade calada.
Calasse a mentira,
silenciasse o medo,
o vazio não triunfaria
e o presente
sorriria ao futuro
no regaço do passado,
tranquilo...

Amar o amor

Se emudecesse a razão e
silenciassem as palavras,
ver-se-ia o amor
no brilho do olhar.
Cala-te, razão,
escuta minh'alma!
A vida escorre por entre os dedos
como a areia fina dos desertos.
Deixa meu espírito voar,
deixa-me tocar o firmamento...
Subjugar-te-ei, razão,
e romperei as cadeias
com um sopro de liberdade
(meu último alento)!
Minh'alma livre,
permutará tempo
por eternidade...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O Primeiro Dezembro

Na tarde do sexto dia
de uma semana qualquer
começava verdadeiramente
Dezembro.
Um século terminaria.
A vida recomeçava
num pedaço de papel!
Construiriam nova era
com um punhado de sonhos
e muito amor esparramados
pelos anos vindouros.
Nos derradeiros Dezembros
seriam dois anciãos
de mãos dadas
olhando o poente
das tardes quentes,
sorrindo pelo passado,
sorrindo pelo presente.
Ah, se a vida acabasse,
se a vida não matasse!
Se a vida os permitisse
viver seus sonhos!

Ciega, Sordomuda
(Shakira Metabarak)

Se me acaba el argumento y la metodología
Cada vez que se aparece frente a mí tu anatomía
Por que este amor ya no entiende
De consejos, ni razones
Se alimenta de pretextos y le faltan pantalones

Este amor no me permite
Estar en pie
Porque ya hasta me ha quebrado
Los talones
Aunque me levante volveré a caer
Si te acercas nada es útil para esta inútil

Bruta, ciega, sordomuda
Torpe, traste, testaruda
Es todo lo que he sido, por ti me he convertido
En una cosa que no hace otra cosa más que amarte
Pienso en ti día y noche y no sé como olvidarte

Cuántas veces he intentado enterrarte en mi memória
Y aunque diga ya no más es otra vez la misma história
Por que este amor siempre sabe hacerme respirar profundo
Ya me trale por la izquierda y de pelea con el mundo

Si pudiera exorcizarme de tu voz
Si pudiera escaparme de tu nombre
Si pudiera arrancarme el corazón
Y esconderme para no sentirme nuevamente

Bruta, ciega, sordomuda
Torpe, traste, testaruda
Es todo lo que he sido, por ti me he convertido
En una cosa que no hace otra cosa más que amarte
Pienso en ti día y noche y no sé como olvidarte

Ojerosa, fraca, fea, desgreñada,
Torpe, tonta, lenta, nécia, desquiciada
Completamente descontrolada
Tú te das cuenta y no me dices nada
Ves se me ha vuelto la cabeza un nido
Dónde solamente tu tienes asilo
Y no me escuchas lo que te digo
Mira bien lo que vas a hacer conmigo

Bruta, ciega, sordomuda
Torpe, traste, testaruda
Es todo lo que he sido, por ti me he convertido
En una cosa que no hace otra cosa más que amarte
Pienso en ti día y noche y no sé como olvidarte

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Desatino

O sétimo incorporará
a hipocrisia do sexto,
as falácias do quinto,
a indiferença do terceiro,
a insipidez do segundo,
a perfídia do primeiro,
e a insensatez
que fazes habitar teu quarto...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A hera e o rochedo

A hera ruma aos píncaros das encostas íngremes
beijando o rochedo gelado pelas águas da cachoeira.
Delicada, mas firme, agarra-se à rocha e, no topo,
alcança nesgas banhadas pelos raios de sol
que venceram as copas das árvores
para acalentar as sementes deitadas ao solo fértil.
No beijo da era, o rochedo sente o calor e a luz do sol
que nele fazem nascer uma alma.
O rochedo conhece a luz sem jamais haver saído
da escuridão dos grotões,
feliz na felicidade da amada...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Reminiscências

Erigiste a base daquele forte
com as imensas pedras que obstruíam teu caminho.
Pedras menores, facilmente transponíveis, de todos os tamanhos e formas,
as carregaste para compor a imensa torre que aponta ao firmamento.
Do ponto mais alto,
na ponta dos pés,
com as pontas dos dedos,
tentaste alcançar as estrelas.
Esforço vão: sobre as pedras do teu passado
jamais alcançarás estrelas e à sombra do fortim não verás o seu brilho.
Tens agora um monumento
de antigas pedras rearranjadas
que te obstrui o mesmo velho caminho que ainda terás de seguir.
Ficaram para trás as flores murchas que
abrigavam-se do sol impiedoso, sujeitas às mesmas pedras que te machucavam os pés. É o perfume delas que abranda o rigor da tua jornada.