segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Os Filhos

Os Filhos
(Do Livro "O Profeta" - Gibran Kahlil Gibran)

Uma mulher que carregava o filho nos braços disse: "Fala-nos dos filhos."
E ele falou:

Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Mihi ipse nunquam satisfacio

Flor de laranjeira,
aroma dos laranjais!
Evocas sorrisos e olhares,
suspiros e cheiros...
Cheiro de amor,
pele de seda,
sede de beijos!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

La rana y el príncipe (Joan Manuel Serrat)

Él era un auténtico príncipe azul
más estirado y puesto que un maniquí,
que habitaba un palacio como el de Sissí
y salía en las revistas del corazón,

que cuando tomaba dos copas de más
la emprendía a romper maleficios a besos.
Más de una vez, con anterioridad,
tuvo Su Alteza problemas por eso.

Un reflejo que a la luna
se le escapó,
en la palma de un nenúfar
la descubrió;

y como en él era frecuente,
inmediatamente
la reconoció.

Ella era una auténtica rana común
que vivía ignorante de tal redentor,
cazando al vuelo insectos de su alrededor
sin importarle un rábano el porvenir.

Escuchaba absorta a un macho croar
con la sangre alterada por la primavera,
cuando a traición aquel monstruoso animal
en un descuido la hizo prisionera.

A la luz de las estrellas
le acarició
tiernamente la papada
y la besó.

Pero salió rana la rana
y Su Alteza en rana
se convirtió.

Con el agua a la altura de la nariz
descubrió horrorizado que para una vez
que ocurren esas cosas, funcionó al revés;
y desde entonces sólo hace que brincar y brincar.

Es difícil su reinserción social.
No se adapta a la vida de los batracios
y la servidumbre, como es natural,
no le permite la entrada en palacio.

Y en el jardín frondoso
de sus papás,
hoy hay un príncipe menos
y una rana más.

Quanto basta

Mihi ipse nunquam satisfacio!

Em verdade, inverdades!

Quando gritarás "Hipócrita!"
diante do espelho, pentelho?

Das derrotas

Non enim virtute hostium,
sed amicorum perfidia decidi.
Cornélio Nepos, Eumenes 11.5

Incomparável

Um amor não é diferente,
nem maior, melhor ou mais bonito
que qualquer outro amor.
Assumir que um amor
pudesse ser mensurado
seria negar que os amantes
e seu amor sejam o que são:
únicos, insubstituíveis, incomparáveis.